Stop Poking Me

Essa bosta de mundo tá cheia de Persival.

Filhas-da-puta.

Blz, isso pode soar como despeito de quem já quis ser um, e não teve competência pra isso. E o problema não foi a falta de burrice não, porque isso ele tem de sobra.

Persival é aquele cara que não é nem um pouco acima da média. Faz o trampo dele. Não fez quase nada de relevante, e o que fez foi mais por oportunidade do que por competência.

Mas não é suficiente pra eles serem, digamos, medianos. Não, esses elementos ainda tem as pachurras de ser, no fim das contas, gente muito boa.

É, tipo, do bem. Tem algo que pelo menos lembra caráter, o que é mais do que se pode dizer de muita gente. São bem intencionados. E se às vezes vão longe é porque representam uma forma humanamente necessária de virtude (ou pelo menos assim ouvi dizer).

Sei que tem que existir gente assim. To ligado. A pluralidade é importante, até quando te incomoda.

Mas é foda.

A inveja é mesmo uma merda.

To Read or Write About

  1. Waves.
  2. On social freedom, psychological determinism, and how they look the same.
  3. Drugs. (”I want drugs. I want massive amounts of drugs. I want the maximum legal limit of drugs.”. Grok the quote, not the movie.)
  4. Addictions.
  5. Coca-cola.
  6. References to geek-nerd-kind-of-stupid-but-nevertheless-<!–at-least–>-funny culture.
  7. On the congruence of consciousness and being.
  8. Tchekhov and Italo Calvino.
  9. Hunger, or how the lack of a proper kitchen can affect your life.
  10. God, His ass kissers and naysayers.
  11. How to speak of the future (not sounding ridiculous, 50 years later(?)).
  12. F# (not G♭).
  13. Recursive Lazyness: Purpose in not having a purpose.

A falta que uma boa historia faz.

A gente gosta de historias. As vezes contadas, as vezes nao.

Eu prefiro as contadas.

Eu gosto de ler, e ouvir. Falar tambem ẹ bom.

Gostei dessa, + a musica encheu o saco.

http://www.mediastorm.org/0014.htm

As vezes verdade.

Losing My Religion

Consider this.

I am a “pure extroverted person”. To me, life, in its true form, happens in the company of others. Each memorable and regretable situation, everything true or sad, honorable or despictable, is made by, and can only be achieved through, the web of inter-connections known as society.

Consider also this.

I am a “pure introverted person”. To me everything happens, at the most basic and meaningful level, with myself, inside my soul. Experience and cognition are my only and faithful friends.

Are theses definitions real? Are they usefull to describe actual and living people? And can someone, anyone, agree that he or she belongs to one and only one of these “categories”…?

I think not. These stereotypes define limits, not actual beings.

We live inside these walls.

And so, we are all, basically, the same. If not by acts, at least by intentions.

We live to be, but also to be with.

Love Rears Its Ugly Head

Eu não tenho mais idade pra isso não…

O ato de se apaixonar é, na boa, um troço totalmente imbecil. Contra-producente. Irrelevante. Inútil.

Não interessa muito se é correspondido, ou não. É sofrimento desnecessário.

Mas, infelizmente, quando rola aquela absurda coincidência da sincronicidade necessária para estabelecer o tal “relacionamento amoroso” de fato, é muito, muito bom. Enquanto dura, é claro, já dizia o finado Vinícius.

Que droga…

A Arte (Quase) Zen de Desenvolvimento de Software

Eu trabalho numa “agência digital”, o que é muito interessante. Acima de tudo, significa fazer parte da publicidade em um meio que sequer ainda não consolidou como confiável, nem como formador de opinião e, principalmente, nem como fonte de muita grana pra muita gente.

E se alguém me disser que esse momento já chegou, só posso dizer que essa pessoa ainda não viu nada…

Mas, voltando, fazer software está começando a ficar atrativamente complexo. Tecnicamente, de fato, sempre foi, e está cada vez mais. Mas o lado tecnológico é só um meio, e não o fim.

O software ainda não deixou realmente de ser uma commodity. Não há realmente valor agregado. Com o boom da Internet na década passada, e com o aparecimento do movimento open-source, isso só piorou. Mas, nesses tempos de iPhones, iPods e iMacs (dá-lhe Apple), talvez isso tudo esteja começando a mudar.

Em produtos com valor agregado, a função no fim das contas nem é tão importante. O que realmente interessa em um Porsche é o fato dele ser um Porsche. Simples assim. O resto é conseqüência. A Porsche não precisa “provar” que seus carros têm qualidade técnica, isso é o mínimo esperado. E, acima de tudo, a experiência oferecida por um Porsche é única, distinta de qualquer outra, mesmo de outros carros.

Ainda não chegamos realmente nesse ponto na indústria de software. Mas já se nota que um software é mais que um amontoado lógico de bytes. Ou pelo menos pode ser.

Ele pode ser uma forma de experiência pessoal.

Ele pode ser não só agradável e intuitivo, mas também instrutivo, curioso, instigante, engraçado, irritante, e até comovente.

Ele pode ser isso tudo de forma intencional.

Pois um software é, essencialmente, uma forma de comunicação algorítmica.

Podemos nos comunicar com os outros diretamente, através da linguagem. Mas também através da arte. Através de imagens, esculturas, histórias, interpretações teatrais.

Na linguagem a comunicação é simultânea, concomitante, full-duplex.

Já na arte, até hoje quase de forma exclusiva, a comunicação se dá em uma única direção de cada vez, e dificilmente de uma forma que não seja do artista para o expectador.

O software permitirá que o artista estabeleça um relacionamento com o seu leitor, expectador ou consumidor, sem realmente conhecê-lo. E isso nunca aconteceu antes. E isso só é possível através da computação.

E se alguém me disser que esse momento já chegou, ah, cala a boca!

Years Of Solitude

Eu mando muito mal tentando, tipo, ser sociável. Eu não sei agir de forma minimamente adequada.

E já enchi o saco disso.

Eu pareço falso, de toda e qualquer forma. Não pareço ter qualquer coisa de verdade no jeito que eu ajo.

Tô pensando que é melhor eu viver a minha vida da melhor forma que eu encontrei.

Eu quero me tornar mais “recluso”. Um pouco mais do que eu já sou.

Eu não gosto de sair de casa. Eu não gosto de ver pessoas que eu não entendo.

Eu gosto de trabalhar. Só que eu não tenho horários definidos. Durmo quando posso, acordo quando consigo. Por um tempo, eu funciono bem.

Eu sei que em um ambiente adequado eu consigo ser um pouco melhor do que normalmente eu sou. Às vezes, eu mando bem.

O problema é que esse ambiente nunca fica “adequado” por muito tempo. E aí me sinto um idiota e incompetente.

E eu enchi o saco disso.

Acho que a única forma, pelo menos que eu consigo ver, é evitar ao máximo contato com outras pessoas.

Eu pretendo, um dia, poder trabalhar em casa. Eu vou definir meus horários, e fazer o possível para cumprí-los. E até mesmo que não os cumpra, garanto que trabalho será feito. Sozinho, isso não incomodará tanto. Mas no final, o produto deste trabalho deve ser mensurado, e deve ser bom. Se não for, que eu me foda. Capitalismo é isso mesmo.

Eu pretendo não só trabalhar em casa, mas permanecer nela. Não quero contatos sociais de qualquer tipo. Não faço questão de ver, pessoalmente, ninguém. Com exceção de familiares e gente de quem eu goste.

Se isso tudo soa muito estranho, garanto que agir desta forma não irá causar mal considerável a ninguém, nem à mim.

Espero não tá enganado. E, por enquanto, é claro que não dá pra eu fazer isso. Mas farei o que eu puder.

Guria, não considera mais que eu faça questão de te ver. Eu não agirei mais dessa forma. Mesmo que, sim, eu queira muito te ver.

E peço a todos que me deixem comigo.

Caso eu possa abrir mão disso, que seja em bons momentos. Se alguém fizer questão de me ver, farei o possível para atender.

Aliás, me reservo o direito de fazer tudo errado. De nem essas simples regras eu seguir. Mas não posso continuar desperdiçando minha vida, e isso tudo é o melhor que eu consigo pensar agora.

E desculpa pra Pé por eu não ter conseguido ir vê-la. Eu ainda curto muito ela, mesmo depois de tanto tempo, mas ela vai embora. Então que se foda, de repente é melhor a gente não se ver mesmo.

Killing In The Name Of

Pra um (pretenso) zen-budista, tudo passa a ter uma matiz um pouco diferente. O mundo tem um “gosto” diferente, não melhor, nem pior, mas um prato, de qualquer forma, totalmente distinto do que, imagino, seja o normal.

Até mesmo outras religiões.

O cristianismo tem uma história totalmente diversa do Zen. O Catolicismo Romano foi fortemente influenciado pela filosofia clássica greco-romana. Platão e Aristóteles estavam longe de serem cristãos, mas acho que aceitariam com facilidade, senão os valores, pelo menos a forma como o cristianismo moderno vê a realidade.

O cristianismo, apesar dos pesares, é racional.

Claro, algumas de seus fundamentos não parecem fazer muito sentido, à primeira vista. O “non-sequitur” do qual mais gosto, para o qual eles exigem que não usemos a razão, e sim a fé, é quase que o alicerce a partir do qual todo o resto foi desenvolvido: a santíssima trindade. O “em nome do Pai, do Filho, e do Espírito Santo”.

Deus, uno, é também três. Deus, Pai, é também filho. Jesus é filho de Deus, assim como nós também somos. Mas também é Deus feito homem, não à Sua imagem, mas a Sua própria essência.

Isso não fazia o menor sentido para mim, antes de me interessar pelo Zen. Agora, soa quase como um Kōan. E um dos bons!

Pai: passado, o certo, o justo e determinado, o karma adquirido, o que e quem fomos, história, o que nos influencia e nos fez ser o que somos.

Filho: futuro, o possível, o incerto, o que seremos, o que poderemos ser a partir do que somos.

Espírito Santo: a ausência de ego, o presente, o vazio. Não o que somos, mas nós mesmos. Aquilo que é, ainda que ausente de propriedades, de forma, ou de conteúdo. O eterno, que não morre, que não sofre karma e nem se transforma.

Se eu estiver certo, sequer é relevante se o Deus cristão “existe” de fato, ou não. Pois não faz diferença. Se ele é, como se diz, esses 3, então ele é, afinal de contas, como nós. Mesmo que não tenha uma existência separada de nossa cultura, mesmo que ele tenha sido não o criador, mas um personagem inventado por nós, esse personagem também sofre karma. Esse personagem também tem passado, presente e futuro. Este personagem também está preso a este mundo, em nós mesmos, e também nos influencia.

Não sei quanto ao céu, mas aqui, ele é o que nós permitimos que ele seja. Ele é o que nós percebemos Dele. Esse “Deus cognitivo”, o Deus percebido, também vive e se transforma. E sofre. E nos aconselha. Assim como todos nós vivemos, nos transformamos e aconselhamos os outros.

Se eu estiver certo, o cristianismo tem muito mais de Zen do que alguns imaginam.

Se eu estiver certo, o relevante não é crer ou não em Deus. Mas como permitimos que ela se manifeste. Podemos ignorá-lo, mas muitos não fazem isso. E é preciso entender como este Deus manifesto se comporta. O que ele exige.

Se Deus é bom, e todos acreditamos nisso, porque ele continua exigindo tantos sacrifícios?

Se Ele se manifesta em nós, porque não fazemos o possível para que esta manifestação seja, de fato, boa, correta e justa?

Somos livres, por Ele e independente Dele. Ele existe, por nós e independente de nós.

E devemos aprender a conviver com isso.

Mad Sex

Uma questão pela qual todo mundo se interessa, mas que, ironicamente, não é feita por aqueles que teriam todo o direito de fazê-la, é a “orientação sexual” a qual alguém pertence. Por ser um tabu, imagino.

Por me interessar muito pela questão de grupos (talvez pela má-disfarçada frustração de pertencer a tão poucos), para mim o caráter altamente normativo dos diversos grupos sexuais não pode ser ignorado, obviamente.

Poucas categorias de grupos são tão exigentes com os seus integrantes. Para nós, humanos, o critério de escolha de parceiros, ou parceiras, sugere determinar não apenas a nossa vida sexual passada e futura, mas também i) vestimenta, ii) gosto musical, iii) amigos mais íntimos, iv) padrão de linguagem, v) marcas escolhidas de produtos e até vi) padrões de comportamento não diretamente relacionados com sexo (tais como extroversão, ou capacidade de organização, ou tolerância).

Percebe-se também, pelo menos atualmente, a forte crença de que estes grupos sexuais, além de normativos, sejam também definitivos. Tal como acontece com os times de futebol no Brasil, com a política fora do Brasil, e, pelo menos ainda para alguns tantos fanáticos religiosos, com o casamento, a troca ou ambivalência em relação a estes tantos grupos sexuais não é facilmente esquecida, tampouco perdoada.

Mas, se para times de futebol, por exemplo, não há um grupo “inato”, inicialmente definido, o mesmo não é comumente aceito em relação aos grupos sexuais. Até há algum tempo atrás, me parece que se acreditava que todo humano nasceria como um bom e comportado heterossexual, sem exceções, perversões ou quaisquer outras “falhas” que o removessem da honrosa função de procriar mais humanos para a glória do Deus-Pai-Todo-Poderoso. Qualquer “desvio de conduta” seria fruto de algum trauma, ou demência; da mesma forma que muitos religiosos ainda crêem que toda criança nasça “temente à Deus”, e que, portanto, o ateísmo é o fruto de alguma falha moral (e nunca o resultado de, Deus nos livre, mero bom-senso).

Hoje, já parece ser mais comum a crença de que “alguns” humanos possam nascer preparados para o “lado oposto”. Até mesmo entre homossexuais extremistas essa idéia é alimentada e defendida. Talvez como defesa à nem tão antiga idéia de “patologia”, muitos gays, lésbicas, bi-sexuais e transgêneros defendem terem “nascido assim”, pura e simplesmente. Não nasceram com um time de futebol, nem com uma língua, nem com um gosto musical já definidos. Mas, dizem eles, nasceram com uma identidade sexual psicológica e/ou uma preferência sexual não só distinta da maioria “plain vanilla”, mas também totalmente (ou parcialmente, no caso dos “bis”) divergente da identidade sexual física. Parecem ignorar que, mesmo que uma característica comportamental, social e, claro, sexual tão complexa quanto o homossexualismo se tornasse verdadeiramente “inata” (através do surgimento, como que por mágica, de um punhado de genes que, combinados, determinassem inequivocamente a formação de tal personalidade), dificilmente essa característica sobreviveria a uma segunda geração. Pois homossexuais e afins, por definição, não tendem a ter uma descendência muito extensa de filhos, netos e bisnetos diretos. Por terem poucos descendentes, estes genes não sobreviveriam por muito tempo.

Deixando clara a minha opinião, não muito comum, mas tão óbvia, pelo menos para o meu jeito cientificista e arrogante de ser: genes só se interessam por heterossexuais. Para nossos genes, não só o homossexualismo é uma péssima idéia, como também o sexo anal entre homens e mulheres, o sado-masoquismo, a masturbação, as brincadeiras de médico e a geriatrofilia. Genes só se interessam por papais e mamães relativamente bem comportados, e totalmente responsáveis para com a sua extensa e barulhenta prole. E, eventualmente, também por estupradores (genes são cruéis). Qualquer outro comportamento é, no mínimo, pura perda de tempo.

Portanto, todo e qualquer outro padrão sexual é resultado de nossa imaginação. Nossa e unicamente nossa culpa. De maneira semelhante à literatura, à música, ao gosto por jogos de azar e aos juros altos dos bancos (mas não à guerra!), o grupo sexual ao qual um indivíduo pertence é fruto de influência marginalmente genética, e predominantemente cultural. Até mesmo o padrão “hétero” é também uma construção cultural, já que é composto não só de um certo tipo de desejo, mas também por uma série de comportamentos e gostos acessórios que “identificam” os integrantes deste grupo.

Em outras palavras, teu gosto sexual cai na vasta e reducionista categoria do “gosto” mesmo. De quase a mesma forma que o gosto por cores, ou por maionese (urgh). Mas bastante limitado, ainda que não totalmente restringido, pelos grupos socio-sexuais disponíveis na cultura, na época e na comunidade em que tu vives.

Escolha um desses grupos, ou não. Faça o possível para se enquadrar piamente aos ritos, comportamentos, limites e excessos típicos a este grupo, ou arque com as conseqüências. Não precisa necessariamente te restringir ao que os genes determinam como sendo “o grupo correto” (até porque, por eles, nós deveríamos ainda estar vivendo em cavernas, e morrendo por volta dos 28 anos de idade). Mas pelo menos te esforça em lembrar que, no fim das contas, e por mais que seja bom, sexo é e continuará sendo apenas um detalhe.

Não que eu consiga, é claro!

Quem Não Tem Colírio Usa Óculos Escuros

Minha vó já me dizia:

“Quem não vive pra servir, não serve pra viver.”

O que me parece meio, hm, nobre, um tanto utópico, e definitivamente muito chato.

Não é, de forma alguma, a única afirmação equivocada dela. Uma velhinha reacionária, intrometida, machista, hipócrita e extremamente adorável, que Deus a tenha. Uma péssima pessoa, em vários sentidos, mas uma ótima avó.

Eu preferia que ela tivesse dito

“Quem não vive pra viver, não serve pra servir.”

Me soa muito melhor.

Mas ela nunca teria dito isso. Pena.